top of page

Evento realizado na Serra da Capivara marcou o início das etapas estaduais e livres da 1ª Conferência Nacional dos ODS no Brasil


 

O estado do Piauí realizou na última semana, nos dias 5 e 6 de março, a primeira conferência estadual preparatória para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A conferência aconteceu no Parque Nacional da Serra da Capivara, reunindo representantes do poder público, sociedade civil, organismos internacionais e instituições acadêmicas.

 

Promovida pelo Governo do Piauí, por meio do Centro de Inteligência em Economia e Estratégia Territorial (CIET), da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), a conferência marcou o início das etapas estaduais da Conferência Nacional dos ODS, processo participativo que mobiliza estados e diferentes setores da sociedade para debater propostas voltadas à implementação da Agenda 2030 no Brasil. A etapa nacional, realizada pela Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS) da Secretaria-Geral da Presidência da República, acontece entre 29 de junho a 02 de julho, em Brasília (DF).

 

Durante os dois dias de programação da Conferência dos ODS do Piauí, os participantes acompanharam palestras, painéis temáticos e debates que abordaram temas como colaboração multissetorial, financiamento e inovação para o desenvolvimento sustentável, governança participativa e combate às desigualdades sociais.

 

Um dos momentos marcantes do evento foi a apresentação de uma releitura artística dos 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável inspirada nas pinturas rupestres da Serra da Capivara, produzida por artesãos locais. A iniciativa valorizou a cultura do território e buscou aproximar a agenda global dos ODS da realidade brasileira e da história da região.

 

Para o secretário-executivo da CNODS, Lavito Bacarissa, iniciativas como essa ajudam a aproximar a agenda global da realidade brasileira.

 

“Uma das prioridades da CNODS é traduzir a Agenda 2030 para a realidade brasileira, e esse belo trabalho dos ODS Rupestres apresentado aqui faz exatamente isso. Afinal, essa é uma agenda global que só ganha materialidade na dimensão local. Nesse sentido, também é muito simbólico iniciar as etapas estaduais da Conferência Nacional dos ODS aqui pelo estado do Piauí, que tem um trabalho substancial com a agenda de desenvolvimento sustentável”, destacou.

 

Lavito também destacou o papel das conferências preparatórias na construção das próximas ações voltadas aos ODS no país.

 

“É a partir das discussões das várias etapas dessa conferência que sairão os insumos para orientar o trabalho em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no país.”

 

Ao final da conferência estadual, foram selecionados os delegados e delegadas que representarão o Piauí na etapa nacional da Conferência dos ODS, além da consolidação de propostas que irão contribuir para o debate nacional sobre desenvolvimento sustentável.

 

As contribuições aprovadas no encontro passam a integrar o conjunto de propostas que será levado para a 1ª Conferência Nacional dos ODS.

 

Conferência Nacional dos ODS

 

A 1ª Conferência Nacional dos ODS será construída a partir de um processo participativo que inclui conferências livres/municipais e estaduais e do Distrito Federal, que devem ser realizadas até 30 de abril.

 

Após a realização das etapas presenciais locais, será aberta ainda uma etapa digital nacional, por meio da plataforma Brasil Participativo, permitindo que qualquer pessoa com conta GOV.br contribua com propostas e participe da discussão, entre os dias 01 a 20 de maio.

 

Todo esse processo culminará na 1ª Conferência Nacional dos ODS, que reunirá delegados e delegadas eleitos nas etapas preparatórias para consolidar propostas e diretrizes voltadas ao fortalecimento das políticas públicas relacionadas à Agenda 2030 no Brasil. Mais informações sobre todas as etapas da Conferência e sobre como participar estão disponíveis no site do evento, conferenciaods.org.

Comissão Organizadora deverá garantir paridade entre poder público e sociedade civil; norma prevê convocação supletiva caso o Executivo não atue


Os governos estaduais e o Distrito Federal foram oficialmente chamados a organizar as etapas regionais da 1ª Conferência Nacional ODS. A minuta de resolução publicada pela Comissão Organizadora Nacional define como essas etapas deverão ser convocadas e estruturadas, e também prevê caminhos alternativos caso o Executivo local não tome a iniciativa.

Pelo texto, cabe ao Poder Executivo de cada unidade federativa convocar a conferência estadual ou distrital e instituir uma Comissão Organizadora específica para conduzir o processo, conforme orientações já previstas no Documento Orientador da Conferência.


Paridade e inclusão na composição

A organização das etapas deverá refletir o espírito participativo da conferência. A comissão responsável em cada estado deverá contar, sempre que houver, com o órgão e o conselho que atuam na implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Além disso, a composição precisa respeitar a paridade entre representantes do poder público e da sociedade civil. O texto também exige atenção à igualdade de gênero, à diversidade sexual e à identidade de gênero, bem como à participação de pessoas com deficiência — sinalizando a preocupação com representatividade na condução do processo.


Resolução prevê convocação alternativa

A resolução também prevê um mecanismo de garantia do processo. Caso não exista órgão responsável pela Agenda 2030 na unidade federativa ou o Executivo não convoque a conferência no prazo previsto, a etapa poderá ser organizada por outras instâncias.

Entre as possibilidades estão organizações da sociedade civil, movimentos sociais ou entidades com capacidade técnica para realizar o evento; comissões instituídas pela Assembleia Legislativa ou pela Câmara Legislativa do Distrito Federal; consórcios estaduais e arranjos regionais; e ainda órgãos ou comissões vinculados à OAB, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e conselhos profissionais com atuação relacionada aos ODS.


Registro e validação

Mesmo nos casos de convocação alternativa, as regras nacionais deverão ser rigorosamente observadas. O pedido de registro deverá ser encaminhado à Comissão Organizadora Nacional pelo e-mail oficial da conferência, que terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a validação da etapa.

O reconhecimento oficial dependerá ainda do envio de relatório conforme modelo e prazos definidos nos documentos publicados no site da conferência.

Ao disciplinar a organização das etapas estaduais e do Distrito Federal, a Comissão Organizadora Nacional reforça o papel dos entes federativos na construção da 1ª Conferência Nacional ODS, ao mesmo tempo em que cria salvaguardas para assegurar que o processo participativo avance mesmo diante de eventuais omissões locais.


Leia do documento AQUI.


Grupos, redes, universidades e movimentos poderão organizar encontros preparatórios até abril de 2026; até 200 delegados serão credenciados para a etapa nacional


Movimentos sociais, universidades, coletivos, redes temáticas e até consórcios de municípios já podem organizar etapas livres/municipais da 1ª Conferência Nacional ODS. A Comissão Organizadora Nacional publicou a minuta de resolução que regulamenta como essas atividades preparatórias deverão funcionar — da mobilização de participantes ao envio de propostas e credenciamento de delegados para a etapa nacional.

As etapas livres/municipais são espaços autônomos de debate sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fazem parte da estratégia de ampliar a participação social e territorial na conferência. Elas podem ser realizadas em qualquer estado, nos formatos presencial, híbrido ou virtual, e devem ocorrer até 30 de abril de 2026.


Critérios para homologação

A resolução estabelece critérios claros para que essas etapas sejam homologadas. Cada encontro deverá reunir pelo menos 60 participantes e indicar formalmente uma organização responsável pela condução da atividade e pelo envio da documentação. A realização também deverá ser comunicada previamente à organização nacional da conferência.

Além do debate sobre um ou mais eixos temáticos da conferência, cada etapa poderá encaminhar de uma a seis propostas, com limite de uma por eixo. Os textos devem ser objetivos, com até 60 palavras, e tratar de um único tema. Propostas com conteúdo discriminatório ou que contrariem os Direitos Humanos ou os próprios ODS não serão consideradas na sistematização nacional.


Relatório e prazos

O envio do relatório final é etapa decisiva. O documento deverá ser encaminhado em até cinco dias após a realização da atividade. O descumprimento do prazo impede a homologação da etapa e a validação das propostas e da indicação de delegados.


Credenciamento de delegados

Até 200 pessoas delegadas oriundas das etapas livres/municipais poderão ser credenciadas para a etapa nacional da Conferência, com direito a voz e voto. A seleção seguirá ordem de homologação e pontuação. As 100 etapas mais bem avaliadas terão suas delegadas com despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação custeadas pela Comissão Nacional para os ODS, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República. As demais pessoas delegadas credenciadas terão garantida a alimentação durante o evento nacional, mas deverão arcar com transporte e hospedagem.


Critérios de pontuação

A pontuação das etapas considera quatro critérios principais: modalidade do evento, número de participantes, pluralidade de organizações envolvidas e presença de pessoas de grupos historicamente marginalizados. Etapas presenciais, com maior número de participantes e ampla diversidade organizacional e social, tendem a alcançar melhor classificação. Em caso de empate, terão prioridade as atividades realizadas integralmente de forma presencial.

A lista das 200 pessoas delegadas credenciadas será publicada até 18 de maio de 2026 no site oficial da conferência.

Ao regulamentar as etapas livres/municipais, a Comissão Organizadora Nacional sinaliza que a 1ª Conferência Nacional ODS pretende consolidar um processo participativo robusto, com forte capilaridade territorial e diversidade de vozes na formulação de propostas para a agenda brasileira de desenvolvimento sustentável.

Leia o documento AQUI


bottom of page